Foto: Reuters/Yuri Gripas e Marcelo Camargo/Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a conversa entre os dois chefes de Estado como “positiva”, do ponto de vista econômico.Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Planalto.De acordo com o Planalto, a ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar telefones para estabelecer via direta de comunicação. Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”. Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Planalto.Os dois presidentes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e se dispôs também a viajar aos Estados Unidos. Fonte: Agência Brasil
Brasil tem 209 casos suspeitos de intoxicação por metanol. Ministério da Saúde contabiliza 16 casos confirmados
Foto: João Valério/Governo do Estado de SP O Brasil tem 209 casos em investigação de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde neste domingo (5). Em todo o país, são 16 casos confirmados – 14 em São Paulo e 2 no Paraná. As informações são enviadas pelos estados e consolidadas pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS). O estado de São Paulo responde pela maioria das notificações, com 14 casos confirmados e 178 em investigação. Ao todo, 13 estados tem casos notificados – Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Os estados da Bahia e do Espírito Santo tiveram os casos registrados descartados. Já o Ceará notificou o primeiro caso suspeito. Até o momento, o país tem 15 registros de óbitos, com duas mortes confirmadas no estado de São Paulo. As demais mortes (13) estão em investigação. 7, em São Paulo,3, em Pernambuco,1, no Mato Grosso do Sul,1, em Paraíba,1, no Ceará.As informações consideram os registros enviados pelos estados até as 16h deste domingo (5) e estão sujeitas a atualizações locais. AntídotoO Ministério da Saúde informou também que iniciou a distribuição de etanol farmacêutico, antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, aos estados que formalizaram pedido de reforço de estoque. Nesta primeira remessa, foram enviadas 580 ampolas a cinco estados: 240 para Pernambuco,100 para o Paraná,90 para a Bahia,90 para o Distrito Federal,60 para Mato Grosso do Sul.As unidades distribuídas fazem parte das 4,3 mil ampolas entregues aos estoques dos Sistema Único de Saúde (SUS) pelos hospitais universitários federais, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). EmergênciaA intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte. Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese). Em caso de identificação dos sintomas, busque imediatamente os serviços de emergência médica e contate pelo menos uma das instituições a seguir: Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001; CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui); Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país; É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente. Fonte: Agência Brasil
Brasil faz história e termina Mundial de Atletismo Paralímpico em 1º. Delegação se despede de Nova Déli com 44 medalhas, sendo 15 de ouro
esporte paralímpico do Brasil viveu, neste domingo (5), um dia histórico. O país encerrou, pela primeira vez, o Campeonato Mundial de Atletismo na ponta do quadro de medalhas. A campanha verde e amarela em Nova Déli, na Índia, chegou ao fim com 44 pódios, sendo 15 ouros (dois a mais que a China, segunda colocada geral), 20 pratas e nove bronzes. Para ter dimensão do feito brasileiro, esta é somente a segunda vez que a China não fica no topo do quadro de medalhas do Mundial de Atletismo Paralímpico. A última ocasião foi há 12 anos, quando a Rússia ficou em primeiro na edição de Lyon, na França. O Brasil vinha batendo na trave nas últimas três edições, ficando em segundo lugar no quadro. Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, há seis anos, foram 39 medalhas e 14 ouros, contra 59 pódios (25 no topo) da China. No Mundial de 2023, disputado em Paris, na França, os brasileiros conquistaram 47 medalhas e repetiram os 14 ouros, ficando a dois dos chineses. Já no do ano passado, em Kobe, no Japão, apesar do recorde de 19 láureas douradas (42 pódios no total), a delegação sul-americana ficou bem distante dos chineses (87 medalhas, 33 ouros). O domingo começou dourado para o Brasil graças a Zileide Cassiano, que conquistou ouro no salto em distância da classe T20 (deficiência intelectual). A campeã repetiu o resultado do Mundial de Kobe e retomou o posto de protagonista da prova, superando Karolina Kucharczyk, ouro na Paralimpíada de Paris – a polonesa, desta vez, foi bronze. O segundo topo de pódio do Brasil no dia veio acompanhado de uma marca histórica de Jerusa Geber. Ao vencer os 200 metros da classe T11 (cego total), a velocista chegou à 13ª medalha dela em Mundiais, isolando-se como brasileira mais laureada no evento, superando outro ícone do atletismo paralímpico do país, Terezinha Guilhermina. Na mesma prova, Thalita Simplício foi bronze. Dois objetivos concluídos com sucesso: o tetra nos 100 metros e sair daqui como a atleta com maior número de medalhas em Mundiais. Cheguei e estou saindo sem dor, sem lesão. É claro que quero [ir para a Paralimpíada de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028]. Quero o penta, [depois] o hexa [nos Mundiais], quero tudo. Até onde aguentar, eu quero ir”, disse Jerusa, de 43 anos, em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Nos 200 metros da classe T2 (baixa visão), Clara Daniele, estreante em Mundiais, inicialmente foi prata. No entanto, o CPB entrou com protesto contra a venezuelana Alejandra Lopez, ganhadora da prova, alegando que o atleta-guia a teria puxado antes de cruzar a linha de chegada – o que é proibido. A arbitragem acatou a reclamação do Brasil, e Clara herdou o ouro, terceiro do país no dia. O Brasil ainda obteve mais duas medalhas no último dia em Nova Déli. Nos 200 metros da classe T47 (amputação em um dos braços, abaixo ou ao nível do cotovelo ou punho), Maria Clara Augusto foi prata e chegou ao terceiro pódio dela na Índia, um recorde entre os brasileiros neste Mundial. Já no arremesso de peso para atletas com deficiência de membros inferiores, que reuniu as classes F42 (sem prótese) e F63 (com prótese), Edenilson Floriani levou o bronze e quebrou seu próprio recorde das Américas. Também neste domingo, Thiago Paulino teve confirmada a medalha de prata do arremesso de peso da classe F57 (atletas com deficiência de membro inferior, que competem sentados), disputada no sábado (4). O brasileiro teve a tentativa que lhe garantiu o pódio considerada irregular por um dos adversários, o finlandês Teijo Koopikka. Após protesto do CPB, o resultado foi mantido. Fonte: Agência Brasil
Paralisação do governo dos EUA entra no 6º dia com ameaça de demissões. Paralisação parcial, a 15ª desde 1981, está empatada como a quarta mais longa da história dos EUA
Paralisação do governo dos EUA entra no 6º dia com ameaça de demissõesParalisação parcial, a 15ª desde 1981, está empatada como a quarta mais longa da história dos EUAA paralisação do governo dos Estados Unidos entrou em seu sexto dia nesta segunda-feira (6), com os republicanos do presidente Donald Trump e os democratas do Congresso ainda em um impasse e a Casa Branca ameaçando aumentar a pressão com demissões em massa de funcionários federais.O Senado, liderado pelos republicanos, deve votar novamente medidas para financiar agências federais, incluindo um projeto de lei provisório republicano aprovado pela Câmara dos Deputados que financiaria as operações até 21 de novembro e uma alternativa democrata. Não se espera que nenhuma delas receba os 60 votos necessários para avançar.Questionado na noite de domingo (5) quando o governo começaria a demitir funcionários federais, Trump disse: “Está acontecendo agora mesmo”. Ele culpou os democratas pelo impasse, mas não entrou em detalhes sobre os planos de demissão. A Casa Branca disse que milhares de pessoas poderiam ser demitidas se a paralisação persistir. A paralisação parcial, a 15ª desde 1981, está empatada como a quarta mais longa da história dos EUA, igualando nesta segunda-feira a duração de seis dias de uma paralisação de 1995 que começou depois que o então presidente Bill Clinton vetou um projeto de lei republicano sobre gastos. A paralisação mais longa durou 35 dias em 2018-2019, durante o primeiro mandato de Trump. O diretor de orçamento de Trump, Russell Vought, já congelou pelo menos US$ 28 bilhões em fundos de infraestrutura para Nova York, Califórnia e Illinois – todos com populações democratas consideráveis e críticos do presidente.Trump e seus aliados republicanos também provocaram os democratas nas redes sociais com vídeos deepfake que recorrem a estereótipos mexicanos, com imagens que o vice-presidente JD Vance descreveu como uma “piada.” Mas os líderes democratas não demonstraram nenhum sinal de que irão se submeter às táticas duras da Casa Branca, que causaram desconforto entre alguns republicanos centristas que temem que a abordagem possa tornar o impasse mais difícil de ser superado.“O que vimos foi uma negociação por meio de vídeos deepfake, a Câmara cancelando votações e, é claro, o presidente Trump passando o dia de ontem no campo de golfe. Isso não é um comportamento responsável”, disse o líder democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, ao programa “Meet the Press” da NBC. A paralisação parcial, a 15ª desde 1981, está empatada como a quarta mais longa da história dos EUA, igualando nesta segunda-feira a duração de seis dias de uma paralisação de 1995 que começou depois que o então presidente Bill Clinton vetou um projeto de lei republicano sobre gastos. A paralisação mais longa durou 35 dias em 2018-2019, durante o primeiro mandato de Trump. Fonte: CNN Brasil
Quem daria um bom presidente? Pesquisa Ipespe aponta cenários para 2026. Lula (PT) lidera e é seguido de Jair Bolsonaro (PL), com uma diferença de 12 pontos percentuais
ma pesquisa do Ipespe que construiu um “ranking de presidenciabilidade” aponta que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é quem é avaliado por mais brasileiros como um candidato que seria um bom presidente. Atrás dele está Jair Bolsonaro (PL), com uma diferença de 12 pontos percentuais.O levantamento mostra que 47% das pessoas responderam que Lula daria um bom presidente. Em maio, só 39% responderam dessa forma ao Ipespe. Por outro lado, a proporção de quem entende discorda dessa afirmação caiu de 57% para 50% nesse período. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro teve o nome testado pela primeira vez: 35% entendem que ele seria um bom presidente contra 62% que rejeitam essa tese. Veja o ranking:Seria um bom presidente?Lula – 47% disseram que sim; 50% responderam nãoJair Bolsonaro – 35% disseram que sim; 62% responderam nãoTarcísio de Freitas – 33% disseram que sim; 50% responderam nãoFernando Haddad – 32% disseram que sim; 54% responderam nãoMichelle Bolsonaro – 25% disseram que sim; 66% responderam nãoRatinho Júnior – 23% disseram que sim; 55% responderam nãoRomeu Zema – 20% disseram que sim; 56% responderam nãoEduardo Bolsonaro- 20% disseram que sim; 69% responderam nãoRonaldo Caiado – 16% disseram que sim; 59% responderam nãoFlávio Bolsonaro – 16% disseram que sim; 74% responderam nãoEduardo Leite – 11% disseram que sim; 63% responderam nãoComo variável, a ‘presidenciabilidade’ tem um grande poder preditivo, sendo reconhecida na literatura como um forte indicador do apelo do candidato, porque consegue sintetizar variadas percepções de atributos dos nomes testados (competência, preparo, integridade, capacidade de articulação, entre outras), além do grau de conhecimento sobre eles”, aponta Antonio Lavareda, cientista político e sociólogo que é presidente do Conselho Científico do Ipespe. A pesquisa testou 11 politicos perguntando se cada um deles seria ou não um bom presidente. A maior rejeição ficou com Flávio Bolsonaro (PL): 74% dos ouvidos entendem que ele não seria um bom chefe do executivo.Além disso, Eduardo Leite (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem como os candidatos mais desconhecidos. A pesquisa mostra que 63% e 56% dos entrevistados disseram que eles não seriam um bom presidente, contra 11% e 20% disseram que sim. No entanto, 26% e 24% afirmaram não ter informações suficientes. O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 22 de setembro desse ano. Foram entrevistados 2,5 mil pessoas a partir de 16 anos. O grupo foi representativo da população brasileira, considerando a proporção de sexo, idade, localidade, instrução e renda. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%. Fonte: O Globo