Corte de 4,9% deixa preço do litro na média de R$ 2,71 A Petrobras vai reduzir, a partir de terça-feira (21), o preço da gasolina para distribuidoras em 4,9%. Segundo a empresa, o preço médio será reduzido em R$ 0,14, para R$ 2,71 por litro às distribuidoras.Esta é a segunda redução dos preços de gasolina em 2025.No acumulado do ano, a Petrobras reduziu seus preços em R$ 0,31/ litro ou 10,3%, informou a estatal. “Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 22,4%”, informou.Em junho a estatal já havia reduzido o preço em 5,6%, queda de R$ 0,17 por litro, no primeiro movimento de corte desde outubro de 2023. Fonte: CNN Brasil
AVC mata uma pessoa a cada seis minutos no Brasil
Custo hospitalar com internação foi de quase R$ 1 bi em seis anos O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, figura atualmente como uma das principais causas de morte e incapacidade física no mundo. Dados da consultoria especializada em gestão de saúde e custos hospitalares Planisa indicam que, a cada 6,5 minutos, uma pessoa morre em razão do AVC no país. Os números revelam ainda custos hospitalares relacionados ao tratamento do AVC no sistema de saúde brasileiro. Entre 2019 e setembro de 2024, foram contabilizadas 85.839 internações, com permanência média de 7,9 dias por paciente, resultando em mais de 680 mil diárias hospitalares. Desse total de diárias, 25% foram em unidades de terapia intensiva (UTI) e 75% em enfermarias. No período analisado, os gastos acumulados chegaram a R$ 910,3 milhões, sendo R$ 417,9 milhões em diárias críticas e R$ 492,4 milhões em diárias não críticas. Apenas em 2024, até setembro, o montante já ultrapassava R$ 197 milhões. O levantamento mostra que, ao longo dos anos, houve crescimento constante dos custos, que praticamente dobraram entre 2019 e 2023, passando de R$ 92,3 milhões para R$ 218,8 milhões. O aumento acompanha a alta no número de internações por AVC, que saltou de 8.380 em 2019 para 21.061 em 2023. EntendaDe acordo com o Ministério da Saúde, o AVC acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. O quadro acomete mais homens e, quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação. A pasta classifica como primordial estar atento a sinais e sintomas como confusão mental; alteração da fala e da compreensão; alteração na visão (em um ou em ambos os olhos); dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente; alteração do equilíbrio, tontura ou alteração no andar; e fraqueza ou formigamento em um lado do corpo. O diagnóstico do AVC é feito por meio de exames de imagem que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral – isquêmico ou hemorrágico. A tomografia computadorizada de crânio, segundo o ministério, é o método mais utilizado para a avaliação inicial, demonstrando sinais precoces de isquemia. Os fatores de risco listados pela pasta incluem hipertensão; diabetes tipo 2; colesterol alto; sobrepeso; obesidade; tabagismo; uso excessivo de álcool; idade avançada; sedentarismo; uso de drogas ilícitas; e histórico familiar, além de ser do sexo masculino. Foto: Tânia Rêgo/Agência BrasilFonte: Agência Brasil
Jorge e Mateus detalham pausa na carreira: ‘Não tem ser humano que aguente’.
Jorge e Mateus detalharam como será a pausa na carreira após 20 anos de estrada.O que aconteceuA dupla participou hoje do Viver Sertanejo, da Globo, e conversou sobre os planos para 2026, ano em que completam 21 anos de carreira. “Esse próximo ano é um ano de Jorge e Mateus completar 21 anos, um ano sabático. Não vai chegar a ser um ano”, disse Jorge. Eles já haviam dito, em dezembro de 2024, que parariam por tempo indeterminado após o fim da turnê que comemora os 20 anos da dupla. Na época, eles não precisaram quando a pausa começaria e nem quanto tempo duraria‘Acho que a gente não consegue ficar tanto tempo, mas é um descanso, é uma hora de você pensar nas novas diretrizes, os caminhos que devemos percorrer para os próximos 20″.- Jorge O sertanejo também contou o que pretende fazer nessa pausa. “Colocar a cabeça no lugar, compor, produzir música, dar uma curtida na molecada, poder viajar com eles quando eles estão de férias. Mateus falou que eles pretendem participar mais do dia a dia dos filhos. “São nas pequenas coisas que a gente quer se apegar um pouco. Esse lance de ‘mas você vai viajar de novo?’. Como você responde para uma criança que quer ter o pai ao lado ali? Buscando na escola ou participando. Isso pesa para a gente, ao mesmo tempo, a gente vai descansar um pouco a cabeça”.“Como o Jorge falou, trabalhar de uma forma mais tranquila nas próximas músicas. Ficar mais potente novamente, porque a estrada te cansa bastante. As coisas vão ficando iguais e rotineiras. É bom sair um pouco dessa bolha”. – Mateus Jorge também falou do ritmo em que eles viviam com a agenda de shows. “É o oxigênio, como se tivesse pegando tubão de oxigênio e colocando assim do lado e dar uma oxigenada. Quando você faz tudo o que vai fazer em excesso, a entrega é comprometida.” “Todo mundo que está na estrada já há um tempo, se o cara tiver show todo santo dia para fazer, aí entra dentro de um avião e voa, entra dentro de um carro. Não tem ser humano que aguente isso. A gente lida com pessoas, com emoção das pessoas, com a energia das pessoas, e nós não somos máquinas. Somos gente” – Jorge Fonte: UOL
Pesquisadores brasileiros criam teste rápido para bebidas adulteradas
Nariz eletrônico promete margem de segurança de 98% Em meio a uma onda de casos de intoxicação por metanol devido a bebidas adulteradas, pesquisadores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram um nariz eletrônico que consegue identificar a presença de metanol em bebidas alcoólicas. Basta uma única gota da bebida para o equipamento reconhecer odores estranhos em relação à bebida original.O nariz eletrônico transforma aromas em dados. Esses dados alimentam a inteligência artificial que aprende a reconhecer a assinatura do cheiro de cada amostra”, explica o professor Leandro Almeida, do Centro de Informática.São apresentadas amostras de bebidas sabidamente verdadeiras para que a máquina seja calibrada para aprender a reconhecê-las e depois são apresentadas versões adulteradas.Outros usosA tecnologia foi desenvolvida inicialmente para ser setor de petróleo e gás, como explica Leandro: “Na verdade, essa pesquisa começou há 10 anos para avaliar o odorizante do gás natural”. O odorizante é o cheiro adicionado ao gás de cozinha para detectar vazamentos. O nariz eletrônico também pode identificar adulterações em alimentos ou mesmo para uso em hospitais para identificar, pelo cheiro, a presença de micro-organismos.“Você pode falar de, por exemplo, a qualidade de um café, a qualidade de um pescado, de uma carne vermelha, carne branca, peixe, pescados”, explica Leandro.Ele lembra, por exemplo, que a indústria de alimentos tem usado para verificar a qualidade do óleo de soja para produção de margarina. O grupo de pesquisa também pensa em caminhos para viabilizar o uso da tecnologia no setor de bares, restaurantes e adegas. Umas das possiblidades é disponibilizar equipamentos para os donos dos estabelecimentos que revendem a bebida por meio de tótens acessíveis aos clientes. Outra ideia é produzir equipamentos portáteis para que a empresa que fabrica a bebida verifique, ela própria, se o produto oferecida nos estabelecimentos é realmente verdadeiro.Leandro cogita ainda um produto desenvolvido para ser usado pelo próprio consumidor: “Nós já temos o desenho de uma canetinha para o cliente final. Para que ele mesmo consultar a sua bebida ou alimento”. Por enquanto, a versão etílica do nariz eletrônico só foi testada em laboratório. Antes de ser comercializada, ela também precisa ser testada em ambiente real. Para tornar a tecnologia acessível estima-se que seria necessário um investimento de cerca de R$ 10 milhões.Rec’N’PlayO nariz eletrônico foi apresentado na Rec’n’Play 2025, o festival de inovação e tecnologia que começou na quarta-feira (15) e termina nesse sábado, no Porto Digital, em Recife. Fonte: Agência Brasil Foto: divulgação UFPE
Enquanto os EUA fizeram guerras, a China construiu fábricas e infraestrutura
John Mearsheimer afirma que a hegemonia norte-americana se deteriora enquanto a China ascende construindo poder econômico e estratégico.O declínio da hegemonia dos Estados Unidos e a ascensão de uma ordem multipolar foram analisados pelo cientista político John Mearsheimer, professor da Universidade de Chicago e um dos mais influentes teóricos do realismo nas Relações Internacionais. A análise foi apresentada ao canal Geopulse no YouTube, onde Mearsheimer afirma que Washington desperdiçou sua vantagem histórica em guerras e projetos de dominação global, enquanto a China concentrou esforços em infraestrutura, indústria e tecnologia. Segundo Mearsheimer, após o colapso da União Soviética em 1991, os EUA acreditaram ter alcançado uma posição de supremacia permanente. “Os formuladores de política em Washington imaginaram que a história tinha acabado”, diz ele, referindo-se à ilusão de que poder militar e valores liberais garantiriam o controle global. No entanto, essa unipolaridade foi, para o professor, “uma anomalia da história, não uma nova ordem permanente”.Guerras, OTAN e o custo do excesso estratégicoMearsheimer argumenta que os EUA adotaram uma política externa baseada no excesso de confiança. A expansão da OTAN em direção às fronteiras russas, contrariando entendimentos implícitos do fim da Guerra Fria, somou-se às intervenções nos Bálcãs, no Oriente Médio, no Afeganistão e no Iraque. Essas ações, segundo ele, foram justificadas em nome da democracia, mas resultaram em instabilidade, desgaste geopolítico e perda de prestígio internacional. Após os atentados de 11 de setembro, essa tendência se intensificou. “As guerras no Afeganistão e no Iraque foram projetos de engenharia social”, observa. O resultado, afirma, foi “fracasso estratégico, trilhões de dólares gastos, milhares de mortes e a corrosão da autoridade americana”.China seguiu outro caminho: fábricas, portos e tecnologiaEnquanto isso, a China trilhou trajetória oposta. “Enquanto os Estados Unidos travavam guerras, a China construía fábricas, portos e infraestrutura”, afirma Mearsheimer. Para ele, Pequim aproveitou a globalização criada pelos próprios EUA para se industrializar, modernizar suas forças armadas e fortalecer sua influência internacional. Com a Iniciativa Cinturão e Rota, a China expandiu sua presença na Ásia, África, Europa e América Latina por meio de investimentos e projetos logísticos. Simultaneamente, modernizou seu poder militar, especialmente no Mar do Sul da China, desafiando a presença naval dos EUA na região.Rússia, alianças alternativas e a erosão do sistema liberalO professor lembra que a Rússia, após o colapso soviético, foi enfraquecida, mas reorganizou-se politicamente e militarmente. As intervenções na Geórgia (2008), na Crimeia (2014) e na Ucrânia (2022) são, para Mearsheimer, respostas à expansão ocidental sobre sua zona de influência. “Grandes potências não aceitam alianças militares hostis em suas fronteiras”, sustenta. A aproximação entre Moscou e Pequim fortaleceu mecanismos como BRICS e Organização para Cooperação de Xangai, sinalizando a formação de um bloco de resistência à hegemonia dos EUA. Países como Índia, Turquia, Irã e Arábia Saudita passaram a adotar diplomacias mais autônomas, explorando a transição para um mundo multipolar.Declínio não é colapso, é perda de controleMearsheimer afirma que os EUA continuam sendo uma potência militar e econômica extraordinária, mas perderam a capacidade de ditar unilateralmente os rumos do planeta. O que está em curso, segundo ele, é o fim da primazia incontestável e o surgimento de um sistema internacional competitivo, baseado em interesses nacionais e equilíbrio de poder. “A era da dominação unipolar acabou. O mundo multipolar não é mais previsão — é realidade.”O professor conclui que a história é implacável com impérios que confundem poder com destino. O desafio central dos EUA é reconhecer seus limites, adaptar-se à nova correlação de forças e compreender que liderança, no século XXI, não virá da coerção, mas da capacidade de equilibrar interesses. Fonte: Brasil 247