As imagens de Lula (PT) e Donald Trump juntos na Malásia, no domingo (26), foram vistas no entorno de Jair Bolsonaro (PL) como uma derrota. No Palácio do Planalto, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), articulador do tarifaço que ensejou o encontro, é tratado ironicamente como cabo eleitoral do petista. Enquanto, em público, apoiadores de Bolsonaro se esforçaram para minimizar o encontro e valorizar a menção feita por Trump ao ex-presidente – após um questionamento de um jornalista –, em privado, a avaliação foi outra.O entendimento, segundo um aliado de Bolsonaro ouvido pelo blog neste domingo, é que Lula conseguiu consolidar a interpretação de que ocupou o espaço de interlocutor com o presidente norte-americano – espaço esse antes ocupado primordialmente por Eduardo. Há um lamento de setores da direita pragmática pelo fato de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não ter assumido essa posição após o anúncio do tarifaço. Vale lembrar, entretanto, que Eduardo bombardeou essa hipótese, tratando o diálogo do governador com empresários como “subserviência servil às elites.”No Planalto, evidentemente, a interpretação também é que o encontro sedimenta a visão de Lula como liderança das negociações com Trump. Além disso, nas palavras de uma fonte, deixa claro que o petista tem atuado para consertar a bagunça criada pela extrema-direita. A avaliação no entorno de Lula é que Trump busca uma forma de reduzir as tarifas que mais têm prejudicado os consumidores norte-americanos – como café e carne –, sem dar a entender que está recuando. Fonte: Andréia Sadi – Globonews Foto: Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático – ASEAN em Kuala Lampur, Malásia. — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Trump diz que reunião com Lula foi ‘muito boa’; presidente brasileiro afirma que acordo deve ocorrer nas próximas semanas Presidente americano voltou a elogiar Lula um dia após reunião bilateral na Malásia que deu início às negociações comerciais entre os países. Trump também desejou parabéns a Lula, que completou 80 anos nesta segunda (27).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (27) que a reunião com Lula foi “muito boa” e voltou a elogiar o presidente brasileiro. Lula, por sua vez, afirmou esperar que um acordo comercial entre Brasil e EUA deve ser finalizado nas próximas semanas. Trump chamou Lula de “muito vigoroso e impressionante” e desejou os parabéns a ele por seu aniversário de 80 anos nesta segunda.“Tivemos uma reunião muito boa, vamos ver o que acontece. Não sei se alguma coisa vai acontecer, mas veremos. Eles gostariam de fazer um acordo. Vamos ver, agora mesmo eles estão pagando, acho que 50% de tarifa. E quero desejar feliz aniversário ao presidente, hoje é o aniversário dele. Ele é um cara muito vigoroso, na verdade, e foi muito impressionante”, afirmou Trump a repórteres antes de embarcar para o Japão.A fala de Trump ocorre após uma reunião com o presidente Lula no domingo (26), em Kuala Lampur, na Malásia, que marcou o início formal das negociações comerciais entre os dois países em busca de uma resolução às tarifas de 50% impostas pelos EUA a produtos brasileiros. Leia mais sobre o encontro abaixo.As negociações comerciais entre representantes brasileiros e americanos iniciaram já nesta segunda-feira, logo após o encontro entre Lula e Trump. Segundo a repórter da Globo Raquel Krahenbuhl, uma cúpula brasileira de alto nível, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro da Economia, Fernando Haddad, irá a Washington na semana que vem para mais negociações.Assim como Trump, Lula também demonstrou otimismo com o resultado da reunião e afirmou na madrugada desta segunda-feira que “se depender dele e de Trump, vai ter acordo”. O presidente brasileiro também disse que entregou uma lista com as reivindicações brasileiras e teve a impressão de que logo não haverá mais problema entre os dois países.Esta foi a primeira vez que os líderes se encontraram oficialmente para conversar sobre as tarifas. Durante o encontro, Lula e Trump também conversaram sobre outros assuntos, como Bolsonaro, a China e a crise entre EUA e Venezuela. Veja aqui perguntas e respostas sobre o que ocorreu no encontro entre Lula e Trump. Encontro entre Lula e TrumpA reunião entre Lula e Trump, ocorrida no domingo (26), marcou um novo passo das negociações entre os dois países, por consolidar uma aproximação entre os presidentes, que já teve um encontro breve nos corredores da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, e uma ligação telefônica já em outubro.Durante o encontro, Lula afirmou que o Brasil tem um déficit comercial com os EUA, e não o contrário, o que não justifica a aplicação das tarifas comerciais de 50% a produtos brasileiros feita por Trump em julho. Segundo o ministro das relações exteriores do Brasil, Mauro Vieira, Lula voltou a pedir a suspensão das tarifas durante o período de negociação.Após a reunião, o presidente Lula disse que a reunião com Trump foi “surpreendentemente boa”, impressão ecoada por membros de sua equipe como o ministro Mauro Vieira. Lula acrescentou que, a depender do desenrolar da situação, já vai “importunar [Trump] com um telefonema direto” na próxima semana.Lula disse reconhecer ser um direito de um presidente aplicar taxas quando acredita que a indústria nacional está sendo prejudicada, porém não era o caso do que Trump fez. “O que não pode é acontecer o que aconteceu com o Brasil, com base em informações equivocadas, tomar uma decisão de taxar o Brasil em 50%. Ele sabe disso porque eu tive a oportunidade de dizer [a ele]. Agora não tem mais intermediário”, afirmou.Durante o encontro, Trump se impressionou com tempo em que Lula ficou preso e demonstrou empatia com o presidente brasileiro, afirmaram a Natuza Nery assessores informados sobre o encontro. Veja abaixo o que mais foi discutido no encontro. Conversa sobre BolsonaroAlém de tratarem sobre o tarifaço, Lula disse que eles conversaram sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu disse para ele que o julgamento [de Bolsonaro] foi muito sério, com provas muito contundentes”, afirmou. Segundo Lula, o presidente norte-americano sabe que “Bolsonaro faz parte do passado da política brasileira”. Segundo a apresentadora da GloboNews Andréia Sadi, o entorno de Jair Bolsonaro encarou a reunião entre Lula e Trump como uma derrota. Isso porque Lula ocupou o espaço de interlocutor do Brasil com o presidente americano – espaço esse antes ocupado primordialmente por Eduardo. Discussão sobre a VenezuelaSobre a tensão dos EUA com a Venezuela, Lula disse que demonstrou preocupação com o agravamento da situação e afirmou que é extremamente importante levar em consideração a experiência que o Brasil tem como potência na América do Sul para ser mediador na relação entre os países. O presidente brasileiro se colocou à disposição para ajudar, caso necessário, em futuras negociações. “Nós queremos manter a América do Sul como zona de paz. Nós não queremos trazer os conflitos de outras regiões para o nosso continente”, defendeu.Não aceitamos uma nova Guerra Fria’. Perguntado sobre como as tarifas impostas a diversos países pelos EUA poderiam reorganizar a ordem mundial, com a China desempenhando um importante papel, Lula afirmou que o Brasil não tem preferência entre países e deseja manter uma boa relação comercial com todas as nações.Nós não aceitamos uma nova Guerra Fria que durante 50 anos permeou a vida da humanidade entre Estados Unidos e Rússia”, comentou. Ele ainda destacou a relação comercial com a China e ressaltou a importância do Brasil não depender exclusivamente de um país em suas trocas comerciais. Quais os próximos passos?Início das negociações bilaterais e suspensão de tarifas O encontro entre as equipes de Trump e Lula marca o início do período de negociação bilateral após a conversa entre os dois presidentes. “Esse será o primeiro passo do processo negociador, o encontro com os três membros da delegação americana […]. E vamos estabelecer um cronograma de negociação e estabelecer os setores sobre os quais vamos conversar para que possamos avançar”, disse o chanceler Mauro Vieira.Ainda de acordo com o ministro, o Brasil também deve pedir a
Partido de Milei obtém mais de 40% dos votos e vence eleições legislativas na Argentina. Partido do presidente argentino conquistou 64 das 127 cadeiras em disputa na Câmara e 13 das 24 no Senado, aumentando sua base no Congresso.
O partido do presidente Javier Milei, A Liberdade Avança, venceu as eleições legislativas da Argentina neste domingo (26) e vai aumentar sua base no Congresso. ➡️As eleições deste domingo renovaram cerca de metade da Câmara dos Deputados da Argentina — 127 das 257 cadeiras — e um terço do Senado — 24 das 72 cadeiras. Com 99% da apuração concluída, o partido de Milei conquistou:64 das 127 cadeiras em disputa na Câmara13 das 24 cadeiras em disputa no SenadoJá o Força Pátria, principal partido da oposição, levou 31 cadeiras na Câmara e 6 no Senado. Somando os aliados, a força de oposição peronista ganhou 44 vagas na Câmara e 7 no Senado. “Foi um dia histórico para a Argentina. O povo argentino resolveu deixar para trás 100 anos de decadência e persistir no caminho da liberdade, do progresso e do crescimento. Hoje começa a construção da Argentina grande”, disse Milei em um discurso em Buenos Aires após a divulgação dos resultados. Os argentinos deram um ‘basta ao populismo’. Populismo nunca mais”, afirmou o presidente em um momento de ovação do público. Segundo a autoridade eleitoral argentina, A Liberdade Avança conquistou mais de 40% dos votos nas disputas pela Câmara, enquanto a Força Pátria obteve 24% (ou 31%, se considerados os partidos aliados). A chapa do A Liberdade Avança liderou na maior parte das províncias, inclusive na maior delas, Buenos Aires, onde Milei havia amargado uma derrota em eleições locais em setembro. De acordo com a autoridade eleitoral argentina, 67,9% dos eleitores foram às urnas neste domingo.A imprensa argentina considerou surpreendente o desempenho do partido do presidente. O jornal argentino La Nación, por exemplo, classificou o resultado como “impactante”, com uma “vitória esmagadora em todo o país”.Eleição era considerada prova de fogo para MileiA eleição representou, na prática, um referendo sobre o governo de Javier Milei, que está no segundo ano de seu mandato. O presidente argentino votou na manhã deste domingo no bairro de classe média de Almagro, em Buenos Aires. Ele acenou para o público, mas não deu nenhuma declaração. Por volta das 18h50, Milei chegou ao hotel Libertador, em Buenos Aires, onde se reuniu com integrantes do seu partido, A Liberdade Avança, para acompanhar a apuração.Já o movimento de oposição peronista detinha a maior minoria em ambas as Casas — Câmara dos Deputados e Senado — e tinha cerca de metade de suas cadeiras na Câmara em disputa pela reeleição. Nos últimos dois meses, o Congresso derrubou os vetos de Milei a projetos de lei que aumentavam o financiamento para universidades públicas, assistência médica pediátrica e pessoas com deficiência. O partido de Milei precisa de cerca de um terço dos votos em ambas as casas do Congresso para frustrar futuras tentativas de anular vetos. Fonte: G1.
QUIOSQUES DA PRAIA DA REDINHA SERÃO RECONSTRUÍDOS. Natália Bonavides garante R$ 1,2 milhão para reconstrução de quiosques na Redinha
Deputada tratou com o Ministério das Cidades e viabilizou esses recursos.“Essa grande conquista é do povo trabalhador da Redinha”, comemorou a deputada federal Natália Bonavides (PT), ao anunciar que seu mandato garantiu emenda parlamentar no valor de R$ 1,25 milhão para a reconstrução de quiosques na Praia da Redinha, na Zona Norte de Natal. O trabalho foi feito em parceria com o mandato do vereador Daniel Valença (PT). ” A demolição dos 22 quiosques no meio do ano passado passado aconteceu com a alegação (falsa) de que atrapalhariam o movimento das máquinas para a construção do mercado. Foram várias e várias rodadas de mediação na Justiça Federal até que, depois da pressão das permissionárias, a gestão apresentasse o projeto de reconstrução desses equipamentos, avaliado em cerca de R$ 1,2 milhão”, explicou Natália.Dia 31 de Outubro, será a licitação para a reconstrução desses quiosques, conforme imagem abaixo, representando uma grande conquista para a Redinha e trabalhadores dos quiosques. Entenda o casoAs estruturas de trabalho dos comerciantes da Praia da Redinha foram demolidas pela Prefeitura Municipal, sob a alegação de que elas atrapalhavam as obras do Mercado da Redinha. Com isso, as trabalhadoras e os trabalhadores foram despejados, o que vem impedindo o sustento de suas famílias.Desde então, Natália Bonavides e o vereador da capital Daniel Valença (PT) têm intermediado a relação deles com a Prefeitura de Natal, que desde o início da reforma do mercado, retirou trabalhadoras e trabalhadores da praia.Os trabalhadores prejudicados pela decisão da prefeitura buscaram intervenção da Justiça. Após mobilização deles, o município apresentou em audiência um projeto para a reconstrução de quiosques demolidos na orla. “A partir disso, nós nos movimentamos para assegurar que essa obra , garantindo os recursos para a construção dos quiosques”, afirmou Natália Bonavides.Daniel Valença destacou a importância da mobilização dos comerciantes da Redinha para que a história tivesse esse desfecho.“Quando o nosso mandato e o da deputada iniciaram os diálogos com os comerciantes da Redinha, eles estavam sem perspectivas. A prefeitura não tinha solução para a questão, iniciou as negociações oferecendo apenas R$ 8 mil para famílias que, por décadas, colocaram pão na mesa a partir da economia da praia e ainda os proibiu de trabalhar na praia, mesmo que com cadeiras e mesas alugadas. A mobilização deles junto à articulação dos nossos mandatos garantiu esse desfecho”, declarou Valença.
País tem 58 casos de intoxicação por metanol; mortes chegam a 15. Estão em investigação 50 registros e nove óbitos
O número de notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas atualizado pelo Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (24), indica, ao todo, 58 casos confirmados e 50 em investigação. Já foram descartadas 635 notificações. O registro de mortes chegou a 15, sendo nove em São Paulo, seis no Paraná e seis em Pernambuco. Mais nove óbitos seguem em investigação: quatro em Pernambuco, dois no Paraná, um em Minas Gerais, um em Mato Grosso do Sul e um em São Paulo. Foram descartadas 32 notificações de óbitos que estavam sob investigação. São Paulo lideraO estado de São Paulo segue com o maior número de casos: 44 confirmados e 14 em investigação. Há ainda seis casos confirmados no Paraná, cinco em Pernambuco, um no Rio Grande do Sul, um em Mato Grosso e um em Tocantins. Fonte : Agência Brasil.